Dicas para comprar melhor – Parte I

Sempre que atendo uma nova cliente, percebo os mesmos “erros”- que todas nós cometemos, sem pânico! Coisas simples, mas que fazem diferença no tempo que perdemos escolhendo roupa, ou construindo a nossa identidade visual. Afinal, a ideia é que o nosso guarda-roupa reflita nosso estado de espírito, não que seja algo que nos faça perder um tempo que poderíamos gastar vivendo, certo?

Pensando nisso, montei esse post bem objetivo, que vai te ajudar a fazer compras mais acertadas e obter resultados mais interessantes! Como o conteúdo ia ficar muito extenso, dividi em duas partes – a segunda entra na quarta-feira que vem, 22/02. Bora?

1 – Cuidado com as tendências

Sim, as tendências e modismos pipocam por aí. Semanalmente surgem novas modas e com um propósito muito óbvio: te fazer gastar mais. Afinal, é disso que o mercado vive. Não há nada de errado em seguir uma tendência que você gostou muito. Mas se controle. Não ache que você precisa comprar todos os “must haves” que aparecem o tempo todo. Antes de investir em uma peça, pergunte para você mesma o quanto aquilo representa você, o quanto tem a ver com a imagem que você quer transmitir, em que situações você usaria e se combina com, pelo menos, 3 peças que você já tem – o ideal são 5. Adquirir peças que reflitam quem você é, é fundamental para que você se sinta mais bonita.

2 – Calcule o valor real das coisas

É muito comum se jogar nos preços baixos, como se não houvesse amanhã. Mas o amanhã chega e a fatura do cartão de crédito vem junto com ele! Dinheiro não nasce em árvore. Não é viável e, muito menos, sustentável, sair por aí comprando tudo só porque “o preço estava bom”. Aprenda a calcular o valor real das coisas, para refletir se vale realmente a pena investir em algo, ou não. Tá, e como eu calculo isso? Explico! O valor real de uma peça é igual ao seu preço, dividido pelo número de vezes que você usou aquilo. Ou seja, aquela blusinha que você comprou por impulso, por 30 dinheiros, e ainda está com a etiqueta, saiu mais cara do que a jaqueta de couro que custou 600 e te acompanha pra todos os lados há 5 anos – vamos supor que você tenha usado ela 10 vezes por ano, em 5 anos, 50, certo? Logo, 600 / 50 = 12 😉 Percebeu porque, nem sempre, “aproveitar” um preço baixo é sinal de boa compra?

Essas são as duas dicas dessa semana. No próximo post volto com mais dicas certeiras. Vai colocando essas em prática e depois me fala o que achou, ok?

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Tem estilo porque…

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…tem blazer branco comprido e com corte reto. Super elegante, moderno e clean. O blazer é o complemento perfeito para as produções de verão – no caso, quando dá uma refrescada, ou você está em um ambiente com ar condicionado, claro. Ele deixa o look mais “arrumadinho”, sem perder o ar descontraído. A escolha da cor é fundamental. Aqui toda a produção é em tons neutros e frios, a cereja do bolo para um resultado extremamente sofisticado!

…tem camiseta cinza mescla. Lisa e com gola careca. Bem básica, mantendo a vibe clean da produção. De um tecido que é, provavelmente, algodão, o que deixa tudo equilibrado.

…tem short jeans destroyed. Esse é o contraponto perfeito para o blazer, que poderia ser uma peça super formal. O comprimento, mais curto que o blazer, e os rasgos ditam o tom despojado do visual. São a essência da proposta descolada.

…tem acessórios prata discretos. Os colares, as pulseiras e o relógio são finos e de um metal que se assemelha à cor da camiseta, agregam a delicadeza necessária para que o look fique mais chique, sem gritar.

…tem bolsa statement. A bolsa fez toda a diferença na produção. Uma informação de moda precisa. Analisando as correntes da bolsa, fica claro o porquê da escolha de acessórios mais minimalistas. Ela deve brilhar soberana, para que o sucesso da produção não acabe se transformando em uma imagem confusa e caia no excesso. A mesma cor da camiseta, fechando a paleta de cores de maneira harmoniosa e despretensiosamente fina.

Aqui fica nítido que você não precisa de peças chamativas, estampas, ou etiquetas, para obter uma imagem poderosa. A escolha minuciosa das cores e a coordenação de peças que conversem entre si é o suficiente. O segredo é treinar o olho e não ter preguiça de tentar. Eu tenho certeza que você consegue 😉

 

 

Listras, o básico com bossa

Independente de tendência, as listras – principalmente em estilo navy – são um clássico. Você sempre vai estar bem vestida usando uma camiseta, ou camisa, listradas. Claro que as listras não são o suficiente para te transformar na mulher mais bem vestida do mundo. Assim como com qualquer outra peça de roupa, há fatores que contribuem para uma imagem impecável, como tecido, corte, modelagem, caimento, estado da peça, etc. Porém, que uma camisa listrada agrega estilo a qualquer produção, é inegável.

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Eu não sou de levantar bandeiras, muito menos de criar regras de “tem que ter”, ou coisas do tipo. Acredito piamente que o seu básico pode não ser o básico do outro e cada um tem que construir as suas próprias listas de peças essenciais – isso é super pessoal. Cada uma das minhas clientes recebe a sua personalizada. Mas, a menos que não tenha nada a ver com o seu estilo, a camisa listrada é um curinga no guarda-roupa. Dificilmente ela ficará encostada.

Isso porque, apesar de não ser uma peça lisa, ela é extremamente versátil e neutra na composição com outras roupas. Claro que eu não estou falando da coordenação com estampas pois, nesse caso, você precisa ter um pouco mais de experiência para acertar no resultado – o que também não é impossível, fique à vontade para tentar quando quiser. Mas pensando em uma produção onde o restante das peças seja liso, você pode apostar na sua listradinha sem medo.

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Desde o clássico navy, com calça jeans, ou branca, até o mix com cores vibrantes. Meus preferidos para isso são o vermelho e o amarelo. Adoro peça listrada + batom vermelho + acessórios dourados – inclusive nos pés -, ou com uma calca amarela, fica mara. Com tons neutros terrosos como cáqui, bege, camelo, fica super chique, sofisticado. Adorei usar a minha camiseta listrada com jardineira jeans – falei sobre esse meu novo vício aqui. A produção ficou alegre e as listras deram bossa. E a minha camisa de listras pretas – que não é minha, é roubada descaradamente do guarda-roupa do marido – eu vivo usando com short jeans boyfriend, ou calça skinny preta – rasgada para o dia-a-dia, sem rasgos para eventos formais.

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A grande sacada de uma produção com listras é poder brincar com outras cores, como um sapato pink, um colarzão verde, o que a sua imaginação mandar. Ou, claro, complementar seu look com cores sóbrias e permanecer igualmente estilosa. As listras são o básico, quando você quer fugir do branco/preto/nude, entende?

Por isso, como eu disse ali em cima, não existem regras sobre o que você deve, ou não, ter no seu guarda-roupa. Mas o fato é que, com uma peça tão versátil como essa, fica difícil não cair de amores, concorda?

 

 

 

Mood da vez: jardineira jeans

Desde que eu comprei a minha jardineira jeans, me apaixono mais a cada dia! Sério, nem eu imaginei que fosse gostar tanto, mas o fato é que essa peça, com ares descontraídos, me conquistou.

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Eu sou fã confessa do jeans, seja calça, camisa, short, mas a jardineira, em especial, ainda não tinha me atraído. Talvez por me remeter à adolescência, época em que eu usava muita salopete – lembra daquela jardineira com saia? Essa.

Até que, no final do ano passado, resolvi comprar uma pra variar as produções mais relax de verão e pronto, virei devota! É que a jardineira, além de mega versátil, ainda esbanja charme. Ela deixa qualquer produção mais descolada e toda moderninha. É o tipo de peça que te economiza tempo, sabe como? Se você não está em um momento muito criativo, ou não quer mesmo perder minutos do seu dia montando um look, a jardineira é opção certeira. Basta jogar uma regata branca por baixo e voilà, você está pronta!

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E eu disse branca apenas para exemplificar, pode ser preta, azul, verde, colorida. Com camiseta listrada fica uma graça! A jardineira é, inclusive, uma boa ideia pra quem quer aderir ao cropped sem se sentir muito “pelada”. E ela é uma peça extremamente democrática, né? Pode ser clara, escura, curta, mais comprida, com a barra dobrada, desfiada, com bolso frontal, sem… tem para todos os gostos e tipos físicos.

Uma maneira que eu gosto bastante é com tênis de cano alto, fica bem despojado – e é uma dica muito boa para as meninas que não são satisfeitas com as suas pernas finas. Uso muito a minha com slippers porque gosto de tornozelo à mostra – tenho as pernas grossas e recorro a todos os truques para que elas pareçam mais finas!

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Nunca usei com camisa, mas achei bem estilosa a produção na montagem acima – foto 05. Deu um aspecto mais “arrumadinho”, sem fugir da essência esportiva. Outra forma bacana de quebrar um pouco a vibe menininha da jardineira, é arrematar com um batom escuro, ou acessórios mais sóbrios. Claro que fica lindo o visual todo moleca, mas é importante saber que é possível amadurecer a peça. Tudo depende da composição!

Ou seja, se você está em dúvida se dá, ou não, uma chance para a jardineira, minha sugestão é que você dê! Ela não é, nem de longe, o tipo de peça que vai ficar encostada no armário. Pode investir que, em pouco tempo, você também vai estar viciada em tamanha versatilidade ❤

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Vamos conversar sobre o sapato nude?

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Assim que me deparei com essa imagem no Pinterest – se quiser me seguir por lá, estou aqui -, achei que seria a ilustração ideal para abordar um tema que ainda gera muitas dúvidas entre as mulheres.

Olhe bem para a foto. Linda a produção, não? Elegante, sofisticada, clean e sem segredos. Porém, ela poderia ter dado muito errado, afinal, o combo blusa oversized + calça boyfriend é extremamente achatador de silhueta e pode transformar o que era pra ser estiloso em um verdadeiro desastre. Mas não transformou. E o que tornou o look tão descolado foi a escolha do calçado. Qualquer outro sapato ali teria matado toda a bossa.

Eu sempre oriento as minhas clientes para que invistam em um belo par de sapatos nude. Apesar de sapato ser uma paixão entre a maioria das mulheres, nós sabemos que ostentar inúmeros pares no guarda-roupa não é a realidade de todas. Portanto, é primordial que você tenha um modelo do qual possa lançar mão em qualquer ocasião, aquele curinga mesmo, que te acompanha desde a reunião das 9h da manhã, até a balada do sábado à noite. E esse é o nude, com certeza. Por quê?

Porque ele não marca! Encontrando o seu nude real – aquele que mais se aproxima do tom da sua pele, o que varia para cada pessoa -, você tem um par de sapatos que harmoniza com tudo, alonga a sua silhueta, nunca sai de moda e passa despercebido sempre. Afinal, há momentos em que queremos que o sapato protagonize a produção, mas há outros em que queremos discrição, para que outras peças possam brilhar!

Eu atendo muitas clientes que têm sapatos lindos, altíssimos e das mais variadas cores. Mas não ficam satisfeitas quando precisam se arrumar porque sempre acham que as escolhas que fazem para os pés acabam pesando no resultado final. Pois é, o sapato nude entra aí. Ele complementa com maestria aquele visual onde você quer fingir que está flutuando, esbelta, longilínea… Eu mesma, sou a louca dos saltos statement, mas não abro mão dos meus nudes, é a eles que eu recorro quando preciso de um resultado rápido e sem muito tempo pra pensar. Ou quando preciso montar aquela mala concisa para uma viagem curta. Fora que um belo par de calçados nude te eleva a um outro nível de sofisticação, né?

Portanto, analise essa imagem do início do post e inspire-se nela. Deixe o preconceito com o nude de lado – muiiiitas mulheres associam a cor à velhice, ou a consideram sem graça – e pense seriamente em dar uma chance a ele. Eu te garanto que em pouco tempo você vai cair de amores por tanta versatilidade.