Eu indico: La La Land

Assim, vou ser sincera: eu não sei nem como começar esse post! Só sei que o final de semana está chegando e eu não podia deixar de dar essa super sugestão de programa.

Segunda-feira passada, fui ao cinema assistir La La Land, a convite do Shopping Higienópolis e saí do cinema encantada ❤ Eu estava doida para ver o filme, mas não pensei que fosse gostar tanto.

O filme, dirigido por Damien Chazelle e estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling, é um musical que agrada mesmo quem não gosta de musicais. Porque ele é todo feito na medida, sabe? Tem um humor gostoso, tem drama, tem romance, tem fantasia, mas tem muita verdade. É de uma veracidade incrível. Emma Stone brilha como a protagonista Mia – e que mulher linda, não? -, uma atriz iniciante que trabalha em um café, em Los Angeles, enquanto não consegue passar em nenhum teste para atuar. Ela conhece Sebastian – Ryan Gosling -, um pianista talentosíssimo, sonhador e amante de jazz, que também está tentando se firmar profissionalmente. Os dois se apaixonam e a história se desenrola entre o amor do casal e o apoio que um dá ao outro na busca por seus sonhos.

Tudo isso acontece ao som de muito piano! A trilha sonora é daquelas que te faz sair da sala cantarolando – estou falando literalmente, meu Spotify que o diga. O roteiro é impecável, trata das complexidades e relações humanas com leveza e profundidade. A estética do filme é um caso à parte, tem uma paleta de cores linda, vibrante, ensolarada e um figurino que chama a atenção logo nas primeiras cenas – voltei pra casa desejando cada vestido e cada sapato. A história é cronologicamente contada de acordo com as estações e as cores harmonizam exatamente com cada uma delas. O passado observa o presente, em uma referência clara aos clássicos.

Atenção à sequência que dá início ao filme, uma apresentação musical alegre e dançante em meio a um congestionamento enorme rumo à Los Angeles, que cria uma metáfora a respeito da quantidade de jovens que ruma à cidade em busca de um “lugar ao sol”. Um show à parte!

De fato, La La Land não ganhou sete Globos de Ouro à toa! É um filme mágico e totalmente diferente de tudo o que temos visto recentemente. Eu indico fortemente: se você pensa em assistir, assista, você não vai se arrepender!!

la-la-land-emma-stone-ryan-gosling.jpg

 

Eu indico: Um brinde a isso – Betty Halbreich

Mudei a tag! A gente muda tanto na vida, né? Quem disse que uma tag de blog precisa ser eterna? Não que eu não gostasse de TGIF, mas resolvi florear menos e ir direto ao ponto, colocando as indicações no título do post. Dessa forma também, fico mais livre para postar em outros dias. Acho que já deu pra notar que, infelizmente, não tenho muita constância para postar. Como sou sozinha, vira e mexe acabam surgindo projetos paralelos que tomam meu tempo e o blog acaba ficando esquecido. Isso é algo que estou me organizando para resolver também. Várias vezes penso em temas tão legais, mas o tempo passa e eles acabam não vindo pra cá!

Bom, sem mais blá blá blás, vamos ao que interessa, a indicação de hoje! É um livro delicioso, que eu li assim que lançou, mas ainda não tinha conseguido resenhar aqui.

livro-um-brinde-a-isso

Para quem não conhece, Betty Halbreich foi uma das primeiras personal shoppers do mundo. Hoje ela tem 88 anos e ainda atua no mercado. Tá bom pra você? Nesse livro, autobiográfico, Betty relata como se transformou de esposa tradicional a mulher que trabalha fora – em um período onde esse não era o comum.

Tendo crescido em uma família tradicionalíssima e muito rígida, a moda fez parte de sua vida desde a primeira infância. Além dos hábitos de comportamento, Betty se divertia brincando nos closets de sua mãe e avó e um de seus principais passatempos era observar o ritual exercido por sua mãe ao se arrumar. Ela cresceu, se casou, se mudou para Nova York e, um tempo depois, se divorciou – algo também pouco comum na época. Com o fim do casamento, Betty se viu sem rumo, sem chão, surtou e tentou se matar. Foi internada em uma clínica de reabilitação e, quando saiu, foi parar nada mais, nada menos, do que na Bergdorf Goodman! Pode-se dizer que foi aí que a sua reviravolta começou! Contratada como vendedora, mas com um olhar ímpar para moda, bom gosto e uma língua afiadíssima, em pouco tempo passou a atuar como personal shopper e atender personalidades como Lauren Bacall e Joan Rivers.

O resto do livro se desenrola, de maneira gostosa e divertida, entre o mundo da moda, as histórias que viveu na loja – e olha que não são poucas – e sua evolução, profissional e pessoal. A leitura é leve mas, ao mesmo tempo, um tapa na cara. Óbvio que não vou vendê-la aqui como um case impressionante de meritocracia, ou coisa do gênero, porque não é mesmo disso que se trata. Mas é o relato de uma mulher que se considerava frágil – com personalidade forte, ok, mas frágil como as mulheres eram consideradas em geral – e se viu diante de uma situação em que, ou arregaçava as mangas, ou estaria acabada. Serve muito pra gente reavaliar nossas escolhas e o quanto estamos acomodadas com a nossa vida e perceber que, nunca, em qualquer circunstância, é tarde para mudar. Sei que soa clichê, mas é exatamente isso. Uma mulher que, em uma época nada fácil para as mulheres, saiu da zona de conforto e se reinventou. É pra ler em dois dias e se orgulhar das mulheres incríveis que têm por aí!

Projeto Quero na escola

Hoje eu vou falar sobre um assunto que não tem nenhuma relação com consultoria de imagem, moda, nem nada do tipo. Vou apenas aproveitar esse espaço, onde consigo me expressar para um número grande de pessoas, para divulgar um projeto muito bacana do qual eu participo e, quem sabe, incentivar mais pessoas a participarem também!

O projeto em questão é o Quero na Escola, uma iniciativa incrível que consiste em trabalhar voluntariamente nas escolas públicas, apresentando atividades que não estão presentes na grade curricular e são desejadas pelos alunos. E como funciona? Funciona assim: existe um site, gerido por uma equipe super querida e responsável, e nele você encontra todas as escolas cadastradas e o que exatamente cada uma delas está pedindo – sim, são os próprios alunos que escolhem as atividades que gostariam de ter na escola. Então você vê se existe algum pedido que pode ser atendido por você e clica em “Posso ajudar”. Seus dados ficam armazenados e serão analisados pelo pessoal da equipe que, em pouco tempo, entra em contato para saber qual a sua disponibilidade para ir até a escola executar a atividade escolhida. Existe uma frequência exigida? Não. Existe um horário pré-determinado? Não. Você assume o compromisso dentro das suas possibilidades, é tudo negociável.

É no site também que os alunos entram para pedir as atividades que gostariam de ter. O processo acontece da mesma forma e as atividades ocorrem assim que são encontrados voluntários que se encaixam no perfil. O legal é que, através do site e do blog, você consegue acompanhar os pedidos dos alunos e ficar por dentro das atividades que estão acontecendo.

Eu tive minha primeira experiência como contadora de histórias esse ano, mas já me coloquei à disposição para ir mais vezes, inclusive para outras atividades – redação, palestra sobre autoestima, etc…Posso afirmar que foi uma tarde deliciosa! Aqueles vários olhinhos me encarando com curiosidade, enquanto eu lia contos do Christian Andersen. Trabalho voluntário aquece o coração, quando envolve crianças então, vira amor puro ❤

Quem quiser ler mais sobre a minha tarde na escola José Cândido de Souza, tem post aqui.

quero_na_escola

 

Jenny Beavan e as convenções sociais

Durante a semana toda, um dos assuntos mais repercutidos do Oscar 2016 foi o traje da figurinista Jenny Beavan. Eu não ia me manifestar a respeito, até porque, muito do que penso já foi expressado em outros excelentes textos – como aqui e aqui -, mas resolvi dar minha breve opinião porque me identifiquei com Jenny e tenho certeza que a maioria de vocês também.

Pra começar, vamos aos fatos: Jenny estava disputando a estatueta de melhor figurinista, não de melhor figurino. O que ela vestia nem mesmo deveria ter sido questionado, mas já que foi, os “críticos” deveriam ter ao menos refletido que, uma pessoa indicada dez vezes ao Oscar de melhor figurino de filme entende do assunto – essa foi a segunda vez que ela levou a estatueta para casa. Ela pode ter causado estranheza, já que estava vestida de uma maneira não convencional – ahhh, as convenções sociais! -, mas daí a leigos comentarem que ela estava inadequada para a ocasião, existe um abismo. Inadequada? Fale-me mais sobre isso! Ela estaria inadequada se estivesse nua, ou fantasiada em um evento que não era à fantasia.

Mas sabe como ela estaria inadequada realmente? Se sua roupa não estivesse fiel à sua personalidade. É compreensível que as atrizes, que obtêm seu sustento às custas também da exposição de sua imagem – seus corpos são suas ferramentas de trabalho – “aproveitem” esses eventos para desfilarem sua beleza e aliarem seus nomes aos grandes nomes da moda mundial. Elas ganham com isso, as marcas ganham com isso e assim funciona todo e qualquer mercado. Mesmo assim, há atualmente, atrizes que preferem fugir desse lugar comum. Mas por que Jenny deveria se preocupar com isso? Ela não estava ali vendendo sua imagem, a indicação era suficiente para provar seu excelente trabalho.

Como a própria comentou, “eu não uso saltos e tenho costas largas. Eu fico ridícula em um belo vestido de gala. Eu só gosto de me sentir confortável e, até onde eu sei, estou bem vestida”. Eu tenho grandes dúvidas de que ela fique “ridícula” em um vestido de gala, mas o fato é que é assim que ela se sente e isso é motivo mais do que suficiente para que ela não use um vestido de gala. Eu também não saio de casa me sentindo ridícula e não importa o que os outros digam para me convencer do contrário. O que vale mais, estar bem consigo mesma e conseguir aproveitar o momento plenamente, ou passar o tempo todo se sentindo mal, em troca de meia dúzia de elogios – e uma dúzia de críticas porque as pessoas sempre irão criticar?

Jenny estava plena, expressando ao mundo quem ela é através da sua imagem. Uma mulher segura, autêntica e muitíssimo competente. Fora o marketing pessoal. Tenha sido ele proposital ou não, é inegável o quanto foi forte. Quantas pessoas que nunca tinham ouvido falar em seu nome não foram correndo pesquisar na internet suas fotos e, quiçá, sua trajetória profissional? Torci para que Leonardo DiCaprio ganhasse o Oscar de melhor ator, mas a estatueta de melhor personalidade, com certeza foi dela.

Antes de encerrar, deixo aqui uma última questão, que me intrigou MUITO, desde que todo esse bafafá sobre Beavan começou – e acho muito válida em um momento em que se discute tanto a igualdade de gêneros. Será que se fosse um homem vestido de maneira diferente do esperado, a repercussão teria sido tão grande?

jenny_beavan

tgif

Carnaval está aí e para quem, como eu, não é fã da folia, mas adora o feriado <3, nada melhor do que dicas culturais! As dicas de hoje – primeiras do ano, yay! – são bem leves e com certeza vão te inspirar nesse 2016 que acabou de começar – ou será só que começa depois de quarta-feira? Vamos a elas?

girlboss

#GIRLBOSS – O livro da criadora e CEO da Nasty Gal, Sophia Amoruso, é a minha indicação se você está procurando inspiração ou ainda não se encontrou profissionalmente – ou na vida. De maneira leve e despretensiosa, Sophia conta sobre sua juventude turbulenta, sua falta de vocação para trabalhar e como um gosto pessoal acabou virando o trabalho que a transformou na empresária que é hoje. Se você procura um conto de fadas, não é esse. Apesar da leitura leve, a autora mostra como não chegou onde está sem muito trabalho. Suas dicas são objetivas, o vocabulário é jovem e o livro flui sem você perceber. Daqueles pra ler com marca texto na mão!

ccbb

Mondrian e o Movimento de Stijl – Acontece no CCBB até o dia 04/04 a exposição do movimento fundado em 1917, em que artistas usavam cores primárias na criação de obras claras e limpas, como eles imaginavam que seria o futuro. Apesar do nome se referir a Mondrian, ícone do “De Stijl”, a mostra reúne cerca de 60 obras, entre pinturas, arquitetura, fotografias e mobiliário, de diversos artistas. Eu, particularmente, sou admiradora do movimento e considero as obras incríveis. A precisão dos traços e o uso das cores são de encher os olhos. Bônus? A entrada é franca. Vale lembrar que o CCBB não abre às terças-feiras. E se for com tempo – vá -, aproveite que está no centro e experimente um dos maravilhosos doces portugueses da Casa Mathilde.

Se você seguir essas indicações, tenho certeza que seu carnaval vai ser sensacional!