Eu indico: Um brinde a isso – Betty Halbreich

Mudei a tag! A gente muda tanto na vida, né? Quem disse que uma tag de blog precisa ser eterna? Não que eu não gostasse de TGIF, mas resolvi florear menos e ir direto ao ponto, colocando as indicações no título do post. Dessa forma também, fico mais livre para postar em outros dias. Acho que já deu pra notar que, infelizmente, não tenho muita constância para postar. Como sou sozinha, vira e mexe acabam surgindo projetos paralelos que tomam meu tempo e o blog acaba ficando esquecido. Isso é algo que estou me organizando para resolver também. Várias vezes penso em temas tão legais, mas o tempo passa e eles acabam não vindo pra cá!

Bom, sem mais blá blá blás, vamos ao que interessa, a indicação de hoje! É um livro delicioso, que eu li assim que lançou, mas ainda não tinha conseguido resenhar aqui.

livro-um-brinde-a-isso

Para quem não conhece, Betty Halbreich foi uma das primeiras personal shoppers do mundo. Hoje ela tem 88 anos e ainda atua no mercado. Tá bom pra você? Nesse livro, autobiográfico, Betty relata como se transformou de esposa tradicional a mulher que trabalha fora – em um período onde esse não era o comum.

Tendo crescido em uma família tradicionalíssima e muito rígida, a moda fez parte de sua vida desde a primeira infância. Além dos hábitos de comportamento, Betty se divertia brincando nos closets de sua mãe e avó e um de seus principais passatempos era observar o ritual exercido por sua mãe ao se arrumar. Ela cresceu, se casou, se mudou para Nova York e, um tempo depois, se divorciou – algo também pouco comum na época. Com o fim do casamento, Betty se viu sem rumo, sem chão, surtou e tentou se matar. Foi internada em uma clínica de reabilitação e, quando saiu, foi parar nada mais, nada menos, do que na Bergdorf Goodman! Pode-se dizer que foi aí que a sua reviravolta começou! Contratada como vendedora, mas com um olhar ímpar para moda, bom gosto e uma língua afiadíssima, em pouco tempo passou a atuar como personal shopper e atender personalidades como Lauren Bacall e Joan Rivers.

O resto do livro se desenrola, de maneira gostosa e divertida, entre o mundo da moda, as histórias que viveu na loja – e olha que não são poucas – e sua evolução, profissional e pessoal. A leitura é leve mas, ao mesmo tempo, um tapa na cara. Óbvio que não vou vendê-la aqui como um case impressionante de meritocracia, ou coisa do gênero, porque não é mesmo disso que se trata. Mas é o relato de uma mulher que se considerava frágil – com personalidade forte, ok, mas frágil como as mulheres eram consideradas em geral – e se viu diante de uma situação em que, ou arregaçava as mangas, ou estaria acabada. Serve muito pra gente reavaliar nossas escolhas e o quanto estamos acomodadas com a nossa vida e perceber que, nunca, em qualquer circunstância, é tarde para mudar. Sei que soa clichê, mas é exatamente isso. Uma mulher que, em uma época nada fácil para as mulheres, saiu da zona de conforto e se reinventou. É pra ler em dois dias e se orgulhar das mulheres incríveis que têm por aí!

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