Sempre igual, sempre diferente

Eu não sou uma mulher de estampas. Nunca fui. Com exceção das listras e meu vício em oncinha, passei ilesa por todas as tendências estampadas. Xadrez, floral, artsy, tribal, nada disso me encheu os olhos e fez com que eu enchesse o guarda-roupa. Aliás, posso me definir como uma mulher em preto e branco – o que se estende, inclusive, a pele e cabelos. Durante a adolescência, até tive minha fase de cores, mas tirando os neutros, jamais me aventurei muito.

Confesso que, em determinado período, essa minha preferência P&B chegou a me incomodar um pouco. Porque por mais que eu soubesse que estava usando roupas diferentes, a impressão que eu tinha é que as pessoas achavam que eu nunca trocava de roupa – Turma da Mônica feelings. Minha obsessão por jeans, óbvio, só piorava a situação!

Então fiz os cursos de Consultoria de imagem e Coloração pessoal e, descobrindo minha cartela de cores – da qual, para minha imensa felicidade, o preto e o branco fazem parte – acabei me encorajando a colorir meu guarda-roupa. Hoje penso que antes acabava não comprando nada colorido porque, inconscientemente, percebia que não ficava bem em mim. A partir do momento que eu comecei a procurar as cores certas, descobri peças lindas e sem as quais não vivo mais, hehe. E, ao contrário do que você pode estar pensando, não abandonei o P&B. Ao invés disso, passei a ter MUITO mais segurança para investir nas minhas cores preferidas.

Se antes tinha receio de parecer sempre igual, agora sei que é possível ter inúmeras camisas brancas, como de fato tenho, sem que uma se pareça com a outra. Tudo vai depender do tecido e da modelagem. São eles que vão definir o caimento da peça, e isso é fundamental. Isso sem falar no tamanho – as minhas variam de camisetes a camisas masculinas ❤ – e nos eventuais detalhes, como botões, golas e adereços.

Toda essa história sobre a minha relação com as cores – na moda, que fique claro. Na vida sou uma pessoa do azul e amei que o azul klein nasceu para mim. Eu também nasci para ele! – é para, na verdade, falar mais uma vez sobre autoconhecimento e estilo pessoal. Quando você se conhece realmente, fica muito mais fácil sair da sua zona de conforto sem trair seu estilo. Você pode ser uma pessoa colorida, isso é lindo e, nesse caso, ouse. Mas se você não é, não se culpe, cobre ou force a nada. O mesmo vale para determinada modelagem, peça ou acessório. Descubra suas cores, suas preferências, o que te valoriza. Se estude e amplie seu leque de opções baseada em quem você é.

O que é essencial para mim – falarei mais sobre os “essenciais” em um post futuro – pode não ser para você e tudo bem ser assim. A moda tem que ser divertida e não ditar regras. O grande barato dela é exatamente esse, você pode aderir ou não, em maiores ou menores proporções. Assim como eu uso oncinha, independente de ser “tendência”, o xadrez nunca nem passou perto do meu guarda-roupa e não me sinto “out” por isso. Uniforme é pra época de colégio, na maturidade o gostoso está em ser diferente, em imprimir na sua imagem a sua personalidade.

Sempre vou ousar nos calçados, no cabelo, na cor do batom. Nas roupas, preto e, principalmente, branco serão predominantes. Essa sou eu, em P&B. Porque só eu sei a explosão de cores que acontece aqui dentro!

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