TGIF

Mais uma sexta-feira chegou e, para me redimir da ausência de dicas culturais nas últimas semanas, as dicas de hoje estão especialmente incríveis – é sério! Tem um livro queridinho que eu queria ler há tempos e, finalmente, consegui, uma exposição bárbara sobre uma estilista competente e engajada, tudo a ver com moda e com o panorama atual do país e um filme que eu ainda não assisti, mas li boas críticas a respeito e tenho certeza que de vale ser visto.

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Exposição – Com curadoria do Itaú Cultural, Valdy Lopes Jn e Hildegard Angel – filha da artista homenageada –, a “Ocupação Zuzu” acontece até o dia 11/05/14, nos 4 andares do próprio Itaú Cultural. Zuzu, que tinha consciência de sua importância para a moda do país, dizia “eu sou a moda brasileira”. Iniciou sua carreira costurando saias, em seu quarto, no Rio de Janeiro e, em pouco tempo já se destacava por sua identidade que mesclava o local e o cosmopolita. Seu espírito de vanguarda aparecia misturado à brasilidade de suas estampas e materiais – rendas, bambu, conchas. No auge de sua carreira – nacional e internacional –, seu filho Stuart foi preso e morto pela ditadura militar. A partir de então, a estilista vestiu o luto e passou a vida militando contra a repressão. Na época, chegou a apresentar um desfile de protesto em Nova York e nunca deixou de questionar e inquirir políticos, militares, jornalistas ou quem quer que fosse que pudesse ajudá-la em sua luta. Além de ser um ícone legítimo da moda nacional, Zuzu Angel é exemplo de força. Sua vida e sua obra merecem ser conhecidos e visitados por todos. Se você se interessou em conhecer um pouco mais da história dessa grande mulher, a exposição pode ser vista de terça à sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h, com entrada gratuita.

madame_charme

Livro – Há muito tempo eu queria ler “Madame Charme – Dicas de estilo, beleza e comportamento que aprendi em Paris”, mas sempre acontecia alguma coisa que me fazia mandá-lo para o final da lista de prioridades. Até que, consegui e posso afirmar: devia ter lido antes. Escrito pela californiana Jennifer L. Scott, o livro passa longe de ser um manual de estilo. É o relato do aprendizado da autora durante o tempo que viveu como intercambista na cidade luz. Jennifer sempre foi admiradora do estilo de vida parisiense e, em um determinado momento de sua vida, resolveu se aventurar na cidade por alguns meses. Vivendo com uma família de ascendência aristocrática, descobriu hábitos e uma vida totalmente diferentes dos que estava acostumada nos EUA. Obseradora, mergulhou nesse universo e se apaixonou por tudo o que vivenciou. Ao voltar para a sua terra, decidiu compartilhar as lições que tinha aprendido na França. A leitura é leve, em tom de diário realmente, mas as dicas são todas preciosas. Não imagine encontrar nada de outro mundo, são apenas observações sábias e simples, mas que fazem uma enorme diferença. É um livro questionador e iluminador, que te faz pensar em quanto tempo está perdendo de aproveitar, de fato, a vida que a vida te oferece. Indico, indico e indico!

YVES-SAINT-LAURENT-Trailer-du-Film

Cinema – “Yves Saint Laurent”. Se você não conhece esse nome, vale dar um Google – eu já dei, você só precisa clicar – para conhecer. O filme, baseado no livro “Cartas a Yves”, de Pierre Bergé – seu amante e perceiro de trabalho durante quase toda a vida. Ele, inclusive, autorizou o filme – narra os 20 primeiros anos da carreira do brilhante estilista. Conta sua trajetória desde que assumiu a Dior, aos 21 anos de idade, conheceu Pierre e, juntos, decidiram criar a grife Yves Saint Laurent, que modernizou a haute couture e sofisticou o prêt-à-porter – vide Le Smoking. Além disso, revela os tormentos e fragilidades psíquicas do protagonista, que sofria de transtorno bipolar e era dependente químico. Como disse no início do post, ainda não assisti o filme, mas vi o trailler, li inúmeras críticas e conheço a história do icônico e consagrado designer. Portanto, posso afirmar, vale a pena ir até o cinema assistir a essa cinebiografia. Vale porque é história, vale porque o figurino está espetacular – e conta com peças originais e amostras de tecidos do acervo da Fundação Yves Saint Laurent-Pierre Bergé –, vale pela atuação impecável dos dois intérpretes principais e vale porque não é só glamour, é vida e vida sempre é interessante.

Gostou das minhas indicações para esse fim de semana? Espero realmente que sim porque eu estou, especialmente, apegada a elas. Se seguir alguma, depois comenta aqui o que achou, ok? Bom fim de semana!

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