TGIF

“…vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval!”  Sexta-feira de carnaval, quem ainda não está em clima de festa, conta os minutos para entrar. Devo confessar que, particularmente, nunca fui fã da bagunça típica do feriado. E olha que já tentei. Passei minha adolescência no interior – em Guaratinguetá, para ser mais específica – e lá participei de carnaval de rua, carnaval de marchinhas – Alô, São Luís do Paraitinga –, desfiles, bailes em clubes e nunca achei nada demais. Claro que, em todas as ocasiões, me diverti – à medida do possível – pois quem me conhece sabe que consigo me divertir em qualquer situação e, estando entre amigos, todos os programas são interessantes. Mas daí a dizer que eu gosto, já é exagero. Na verdade, o que eu mais gosto é realmente do feriado prolongado – quem não gosta, né?

E como os posts de sexta-feira são sempre sobre dicas culturais, vou aproveitar para dedicar esse às pessoas que, assim como eu, preferem aproveitar esses dias off para fazer programas alternativos – com muito mais tranquilidade, diga-se de passagem, já que tudo fica mais vazio.

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Cinema: Mais um indicado ao Oscar. Com nada mais, nada menos do que dez indicações, o filme “Trapaça”, do diretor David O. Russel é baseado em uma operação do FBI, nos anos 70, batizada de Abscam. A operação descobriu, na época, uma rede de corrupção, nos Estados Unidos, que levou alguns políticos – nenhum muito importante – à prisão. Com uma base real de personagens fracos, o diretor não se limitou à abordagem política, com jogos e discussões, mas focou na construção de personagens que tentam, a qualquer custo, mudar o que são para se tornarem “alguém” – não necessariamente melhor, vale ressaltar. O resultado é uma comédia fina e bem representada. Não à toa, quatro das dez indicações são por atuação – melhor ator, melhor atriz, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante. Lembrando que Jennifer Lawrence, que disputa a estatueta como melhor atriz coadjuvante, venceu como melhor atriz, ano passado, pelo seu papel em “O lado bom da vida”, outro filme dirigido por O. Russel.

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Livro: “Só para mulheres”, Clarice Lispector. Esse livro leve e delicioso é um compilado de pequenos textos e dicas que e autora publicou em diversos jornais – usando os mais variados pseudônimos, como Ilka Soares, Helen Palmer e Tereza Quadros –, nas décadas de 50 e 60. São textos práticos e despretenciosos, mas que contém muita sabedoria. Ela fala sobre comida, maquiagem, filhos, carreira, receitas caseiras de beleza, tudo com uma naturalidade e um tom íntimo que lembram reunião de amigas. São aqueles conselhos que passam de geração para geração, sabe? É Clarice em sua versão mulherzinha, mostrando que a essência feminina é a mesma, em qualquer época.

Essas são as minhas sugestões para quem quer fugir do alalaô que tomará conta do país pelos próximos 5 dias. Como ninguém é de ferro, as dicas são leves, próprias para um feriado de preguiça. E um excelente carnaval para nós!

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