TGIF

Mais um fim de semana chegou! E esse já chegou mesmo, passa das 18h, quase que não sai o post com as dicas culturais a tempo. Mas estou aqui e as dicas também. Chega de blablablá e vamos a elas?

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Exposição: “Opa! Uma Alegre Revelação” é o resultado da parceria entre Junko Koshino – uma das mais importantes estilistas do Japão – e o artista plástico e visual, Go Yayanagi. A mostra, que acontece no Instituto Tomie Ohtake até o dia 16 de março, é uma mistura de arte e moda e tem como objetivo expressar como o design de moda se alimenta das artes plásticas – das artes em geral, eu diria. A exposição, organizada pela Gallery+BTAP de Tóquio e pelo Dô Cultural de São Paulo, apresenta peças de vestuário, estampas produzidas sobre seda com motivos florais e amazônicos, esculturas em papel, pinturas e desenhos. Além do trabalho fantástico dos artistas, ambos tem especial interesse em se apresentar no Brasil. Go Yayanagi morou no país, na década de 50, e algumas de suas obras fazem parte do acervo do MASP. Já Junko Koshino diz usar a moda para derrubar fronteiras e pretende, com essa exposição, encurtar a distância entre o Brasil e o Japão. Como se esse show estético não fosse suficiente, a mostra traz uma contribuição coletiva: crianças japonesas – e brasileiras que residem no Japão – foram convidadas a participar do projeto “Arte caracol”, em que cartolinas em forma de caracol foram distribuídas para que elas fizessem desenhos livres representando a amizade entre os dois países. Você tem dúvidas de que vale a pena? O Instituto Tomie Ohtake fica aberto de terça a domingo, das 11h às 20h.

1808_di_Laurentino_Gomes

Livro: Eu sei, eu sei. Estou ciente que este é um blog de imagem, moda, até comportamento – porque afinal, etiqueta e comportamento estão intrinsecamente relacionados à nossa imagem pessoal – e o livro “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, do jornalista Laurentino Gomes, foge completamente desses temas. Mas sempre deixei muito claro aqui que, quando achasse necessário, fugiria do assunto e daria sugestões que eu considero pertinentes. E em minha opinião, nada é mais pertinente nesse momento do que um bom livro de história. Estamos em ano de Copa do mundo em casa, ano de eleições e vivendo um Brasil de protestos, abusos – de todos, todos os lados – e impunidade. São milícias, black blocs, “vingadores”, mensaleiros e tudo o que eu vejo – sem generalizar, ok? Falo da maioria – são brasileiros que não conhecem o seu país. Não conhecem a sua história, não sabem absolutamente nada de política e lutam – quando lutam – sem saber por qual ideal. Antes que me julguem e venham com discursos do tipo “a população não tem acesso, falta educação, mimimi”, afirmo aqui que não estou falando dessas pessoas. A minha sugestão é apenas que as pessoas conheçam um pouco do seu passado para entender o seu presente, afinal, parafraseando Che Guevara – até onde eu sei, a frase é atribuída a ele –, “um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”. Laurentino Gomes escreveu uma obra bem apurada, bem documentada, mas envolvente. É história para quem não gosta de história. Os personagens são bem descritos, os eventos são detalhados e o livro é rico e te faz enxergar o Brasil com outros olhos. Te faz compreender muitas coisas e se indignar com tantas mais. Vale cada linha escrita, nem que seja para te deixar revoltado. Pelo menos você vai saber pelo que lutar.

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