TG, é a última sexta-feira do ano

Sexta-feira é o dia oficial de? Dicas culturais aqui no blog. Porém, hoje vou fazer diferente. É a última sexta do ano, último fim de semana e época em que olhamos para dentro de nós, avaliamos nossas atitudes, nossas decisões, agradecemos e fazemos planos.

Planos, planos e mais planos, uma interminável lista para o ano que está chegando, com ítens que vão desde perder 2kg até ser mais tolerantes com as pessoas – fazer trabalho voluntário, parar de fumar, voltar a fazer inglês, ler mais livros, ir mais ao cinema, falar menos palavrão, comer salada, não correr no trânsito, correr no parque, levar o cachorro para passear, etc.

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Pensando nisso, resolvi indicar um dos melhores livros que li esse ano – um dos melhores da vida, aliás – e que acredito que caiba muito nesse momento de reflexão. O livro é pequeno, uma leitura simples, leve, que não vai atrapalhar as férias de ninguém. Mas que tem muito a ensinar, daqueles que quando acabam, queremos ser pessoas melhores e queremos começar já!

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O lado bom da vida, de Matthew Quick – falo do livro mesmo, o filme é bom, mas é bastante diferente – é leitura obrigatória para nos fazer reavaliarmos as nossas vidas. Quem já leu, obviamente, concorda comigo. Quem não leu, não tem ideia do tempo que está perdendo.

É a história do professor Pat Peoples, um homem na faixa dos 30 anos, que volta para a casa dos pais após passar um período em uma instituição psiquiátrica. Ele não se lembra do motivo pelo qual foi para lá e nem por quanto tempo ficou, só o que se lembra é que sua esposa, Nikki, quis que passassem um “tempo separados”.

Vivendo com um pai que se recusa a falar com ele, uma esposa que não aceita vê-lo e amigos que não falam sobre o que aconteceu em seu passado, tudo o que Peoples faz é tentar montar o quebra-cabeças de sua vida para reconstruí-la ao lado da mulher que ama.

E apesar de todas as dificuldades, Peoples não desiste de seus objetivos porque acredita em finais felizes. O tempo que passou internado o fez entender que é melhor ser gentil do que ter razão e que existe um lado bom na vida.

O livro nos mostra que os finais felizes não, necessariamente, são os que imaginamos. Tenho visto muitos amigos postando no face uma frase do escritor Rubem Alves que diz: “Cheguei onde cheguei porque tudo o que planejei deu errado”. É bem isso. O importante é que façamos a nossa caminhada acreditando no final feliz, mesmo que no meio do caminho ele vá se mostrando diferente do que planejamos no início. E mais importante que isso, é que façamos a nossa caminhada com gentileza, relevando as pequenas coisas, sendo mais tolerantes com as pessoas. A vida tem um lado bom, cada momento tem um lado bom e se não nos esquecermos disso, teremos não só um final feliz, mas toda uma vida – o que é infinitamente melhor. Ter razão não é mais importante do que ter amigos, ter uma família, um amor. Quando escolhemos ser gentis, ao invés de ter razão, distribuímos amor, e nada pode ser melhor do que isso.

O autor não nos apresenta nada exatamente novo. Ele apenas tem sensibilidade o suficiente para nos lembrar, de uma maneira linda e singela, várias coisas que sabemos, mas nos esquecemos todos os dias. Se você ainda não leu “O lado bom da vida”, leia. Não há como sair dessa leitura indiferente!

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