Fim de semana com história

Sexta-feira, dia oficial das dicas culturais por aqui. Como comentei no primeiro post dessa categoria – aqui –, vou tentar dar sempre opções que não fujam do foco do blog. Porém, não sou nenhuma xiita e vou abrir exceções quando achar que valem a pena. É o caso do livro de hoje. Ele vale MUITO a pena. Nem quero me prolongar muito porque logo vocês vão entender. Vamos às dicas então?

Livro – Roube como um artista – Austin Kleon. O livro é baseado em uma palestra do autor na Universidade do Estado de Nova York, que em pouco tempo se viralizou na internet. São conselhos que ele próprio gostaria de ter recebido no início de sua carreira como artista e que, percebeu, se aplicam a qualquer pessoa que queira estimular a sua criatividade. É uma leitura fácil, daqueles que a gente lê e tem a impressão de que poderia ter escrito, tão óbvias são as dicas. Mas é exatamente por isso que surte tanto efeito. Porque são óbvias, mas não paramos para pensar nelas até que ele nos mostre em letras garrafais. É um livro tipo “tapa na cara”, sabe? Daqueles para acordar mesmo.

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E me acordou. Antes do livro, eu já tinha ouvido de várias pessoas que deveria ter um blog, já tinha pensado sobre o assunto, tinha ensaiado começar, rascunhado alguns posts, mas não começava. Não por preguiça – um pouco vai, confesso –, mas por perfeccionismo. Eu queria ter um, adoro me expressar por palavras – já tive alguns, mas informais, sobre temas aleatórios –, porém, achava que não estava pronta. Sou muito exigente comigo mesma e não me julgava boa o suficiente. E enquanto eu, na minha ideia, estava me preparando para esse tal “suficiente”, o projeto do blog ia sendo adiado. Até que, no segundo capítulo do livro, “Não espere até saber quem você é para poder começar”, Kleon fala da “síndrome do impostor” – um medo natural que todos temos por acharmos que estamos improvisando – e que, na realidade, ninguém começa nada sabendo tudo. É o trabalho diário que leva ao conhecimento. E ele sugere “Fingir até conseguir”. Não fingir no sentido de enganar as pessoas, mas de começar a fazer, independente de acreditar que é capaz ou não. A prática vai te capacitar. Pronto, virou o meu lema!

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De repente ficou claro pra mim que tinha que começar logo um blog. Porque eu sei que nunca me consideraria boa o suficiente, mesmo que eu fosse pós-doutora em tudo. E mais importante do que dominar qualquer assunto é compartilhá-lo. Claro que para que isso funcione, tenho os meus métodos. Continuo a mesma chata perfeccionista e sei que, a cada vez que eu ler um dos meus posts, vou querer editá-los. Por isso, não leio. Vou dando uma repassada enquanto escrevo, normal, para não perder o gancho, mas quando termino, clico em publicar e voilà. Tenho recebido – graças a Deus – muitas críticas positivas e estou preferindo acreditar nelas – se expressem pessoas, eu adoro. Está dando certo assim, minha vontade de blogar só tem aumentado e já tenho vários projetos para colocar em prática!

Nossa, acabou virando um sub-post dentro do post. Desculpem o texto giga, mas é que esse livro desperta muita coisa boa, vale MESMO ser lido. Ele não foi escrito para artistas, foi escrito para qualquer pessoa que queira evoluir de alguma forma. Acredito que todo mundo se encaixe, né?

Vou fazer o seguinte, para vocês não cansarem de ler – se é que já não cansaram –, amanhã eu posto a parte II do post com as outas dicas, pode ser? Prometo não furar. Enquanto isso, aproveitem a sexta-feira!!

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3 comentários sobre “Fim de semana com história

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